sem agrotóxico · sem fertilizante químico · Brasília-DF
Comida sem veneno.
O Brasil é o maior consumidor de agrotóxico do mundo. Mais de 500 substâncias autorizadas. Aplicação rotineira, semanal, em monocultura que ocupa milhões de hectares.
A gente trabalha de outro jeito. Agrofloresta sucessional em Lago Oeste, sem veneno, sem fertilizante químico, desde 2013. Entrega de cesta semanal em Brasília — direto da nossa roça pra sua mesa.
O que tem na comida.
500+
agrotóxicos autorizados
No Brasil. Algumas substâncias liberadas aqui são proibidas em outros países, incluindo a União Europeia.
~30%
acima do limite
De amostras de frutas e verduras com resíduo acima do permitido — segundo programa de monitoramento da Anvisa.
15 dias
ciclo de aplicação
Em monocultura convencional, agrotóxico é aplicado em média a cada 15 dias durante todo o ano. Mistura de inseticida, acaricida e herbicida.
Fontes: Ministério da Saúde, Anvisa, dados públicos de programas de monitoramento de resíduos.
Como a gente faz diferente.
Praga? Sistema equilibrado.
Quando uma planta sofre ataque de praga, em vez de pulverizar inseticida a gente avalia o que está desequilibrado no sistema. Solo seco? Falta cobertura? Espécie isolada (deveria ter consórcio)?
Predador natural geralmente aparece quando o sistema é diverso. Joaninha, pássaro, lagarto. Quando não aparece, perde-se um talhão — sem aplicar veneno.
Mato? Cobertura morta.
Não usamos herbicida (glifosato, paraquat, etc). Mato é cortado, deixado no chão, e vira cobertura morta que protege o solo e alimenta a micro vida.
Trabalho manual. Foice, mão, paciência. Mas o solo agradece — em vez de exposto e queimando sob o sol, fica abrigado.
Adubo? Biomassa.
Sem NPK, sem fertilizante químico. A nutrição vem da decomposição da biomassa que cai no solo — capim podado, folha de banana, restos de poda.
Micro vida do solo digere e disponibiliza os minerais. Ciclo lento mas cíclico. Em 12 anos a gente construiu terra preta onde antes era pasto degradado.
Sementes? Polinização aberta.
Priorizamos sementes crioulas e variedades de polinização aberta — não transgênicas, não híbridas patenteadas. Algumas variedades são guardadas e replantadas todo ano.
Diversidade genética importa. Variedades regionais que se adaptaram ao cerrado têm resistência natural a praga e clima.
Como identificar comida sem veneno.
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1.
Selo de certificação orgânica
Selo IBD, Ecocert, Certificado Participativo (OPAC). Garante ausência de agrotóxico sintético. Não é o único caminho, mas é o mais formal. Certificação tem custo, então nem todo produtor familiar tem selo.
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2.
Conhecer o produtor
Sem selo, o jeito mais confiável é conhecer quem produz. Pergunta sobre o sistema de cultivo, pede foto da roça, visita se possível. Produtor consciente responde com detalhe técnico, não com slogan.
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3.
Olhar o sistema de cultivo
Monocultura em fileiras retas (uma planta só por hectare) geralmente usa insumo — mesmo certificado orgânico. Agrofloresta tem múltiplas espécies juntas, cobertura no solo, e quase sempre não usa nem insumo permitido.
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4.
Cuidado com "natural" e "saudável"
Não são termos regulados. Qualquer produto pode ser rotulado "natural" sem garantia nenhuma. Só "orgânico" tem definição legal (Lei 10.831/2003).
Perguntas frequentes.
Como saber se um alimento realmente não tem agrotóxico?
Orgânico é mesmo sem nenhum agrotóxico?
Por que comida sem agrotóxico custa mais caro?
Vale a pena pagar mais caro?
Comer sem agrotóxico, semana sim semana sim.
Cesta semanal da nossa roça em Lago Oeste pra Brasília. Sem assinatura, paga na entrega.
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